15 de fevereiro de 2015

Regresso

Seria como acordar em mais um dia comum não fosse o fato de que, ao abrir meus olhos, me vi deitado fora da minha cama em um lugar totalmente desconhecido e estranho para mim. Percebi que estava deitado no chão sobre uma grama alta e fofa fazendo-me acreditar que eu ainda estava em meu colchão. Como de costume, achei que fosse mais um daqueles sonhos em que você parece estar dormindo e sonhando, e ao acordar, percebe que na verdade ainda sonha.
Logo, então, tentei voltar a dormir. Porém, fora em vão.
Levantei e logo me deparei com duas paredes, uma de cada lado, que seguia num corredor com pouca luz. Eram paredes de cercas vivas que traziam um aroma doce oriundo de flores que se seguiam por toda a extensão do corredor.
Comecei a andar e percebi que mais adiante a luminosidade diminuía e seria um tanto difícil reparar em detalhes que poderiam ser crucias. Lembrei-me da lanterna em meu celular que eu sempre deixava na cabeceira da minha cama. Voltei para onde eu estava e nada encontrei. “Isso só pode ser um sonho”, pensei.

30 de outubro de 2014

Um Chamado: O Despertar.

Era tarde da noite quando resolvi ir me deitar e dormir.
Atravessei a casa inteira com todas as luzes apagadas.
Sabia o caminho de cor, e naquela hora não precisava de luz.
Cheguei ao quarto e acendi a lanterna do meu celular.
Ali sim eu precisava de um pouco de luz, pois chinelos e tênis ficavam espalhados por todo o quarto.
Como de costume, programei o despertador do celular para o dia seguinte bem cedo.
Pendurei meus óculos no mesmo lugar de sempre e me deitei.
Naquela noite não fiz minhas orações, não fiquei pensando em como foi o meu dia - não fiz mais nada - apenas fechei meus olhos e dormi.
Comecei então a sonhar.
Sonhei que eu estava em dois lugares ao mesmo tempo.

26 de agosto de 2013

Pra quem enfrenta a tal página em branco.

A tal página em branco.
Dizem que uma página em branco é como um monstro com uma boca grande cheia de dentes afiados. Muitas vezes o simples processo de começar a escrever qualquer coisa – palavras que te despertam interesse, frases bonitas ou não, pequenas e grandes ideias – inicia uma sequência de ataque ao monstro bocudo.
Escreva.
Comece agora.
Comece com um diálogo que você ouviu pela manhã, ou com um simples “Era uma Vez” – não se importe com clichês, se eles existem é por que alguma coisa funcionou no passado. Ah, escreva mais um pouco.
Absorva sensações e sentidos que o cercam na hora da escrita. Encare isso como se fosse uma concentração de energia para mais tarde liberá-la num golpe final contra o monstro, que a essa altura já está acuado.

7 de fevereiro de 2012

Azul

Pediram-me para que eu descrevesse o AZUL.
Eis aqui minha resposta oportuna:
Azul é tudo aquilo que a imaginação produz; quando algo de extraordinário se cria com palavras.
É acordar de manhã cedo e ver que o céu está mais azul do que nunca; e o sol ainda mais amarelo.
É a camiseta da sorte de um super-herói.
O dançar das árvores numa noite escura.
É o luar penetrante sobre os mares.
E mais do que tudo, uma cor.


Tiago L. J. Lourenço.

8 de dezembro de 2009

Terras Azuis.

— Na dúvida, voe para as Terras Azuis.
— Mas como se chega lá? E qual é a direção a seguir?

— Deixe que a tua imaginação te leve. E o vento se incumbirá de lhe mostrar a direção… E se não houver o vento, invente-o.


Tiago L. J. Lourenço.

Marcas

Vivemos intensamente.
Por onde passamos, deixamos nossas marcas.
Às vezes, marcas quase que imperceptíveis…
Às vezes, marcas que constroem vidas…
Às vezes, marcas que destroem vidas.
Vivo segundo as marcas que causei… E digo que não foram nada sutis.
Anseio por um dia em que eu possa me livrar dessas marcas…
Me livrar de minha angústia.
… De minh’alma…
… Do meu coração obscuro…
… De minhas lembranças; meu passado.
Por enquanto, desfruto da inconveniência de viver sob marcas… Entregue a própria sorte.

Kyr, O Lendário.


Tiago L. J. Lourenço.