15 de fevereiro de 2015

Regresso

Seria como acordar em mais um dia comum não fosse o fato de que, ao abrir meus olhos, me vi deitado fora da minha cama em um lugar totalmente desconhecido e estranho para mim. Percebi que estava deitado no chão sobre uma grama alta e fofa fazendo-me acreditar que eu ainda estava em meu colchão. Como de costume, achei que fosse mais um daqueles sonhos em que você parece estar dormindo e sonhando, e ao acordar, percebe que na verdade ainda sonha.
Logo, então, tentei voltar a dormir. Porém, fora em vão.
Levantei e logo me deparei com duas paredes, uma de cada lado, que seguia num corredor com pouca luz. Eram paredes de cercas vivas que traziam um aroma doce oriundo de flores que se seguiam por toda a extensão do corredor.
Comecei a andar e percebi que mais adiante a luminosidade diminuía e seria um tanto difícil reparar em detalhes que poderiam ser crucias. Lembrei-me da lanterna em meu celular que eu sempre deixava na cabeceira da minha cama. Voltei para onde eu estava e nada encontrei. “Isso só pode ser um sonho”, pensei.