Seria como acordar em mais um dia comum não fosse o fato de
que, ao abrir meus olhos, me vi deitado fora da minha cama em um lugar
totalmente desconhecido e estranho para mim. Percebi que estava deitado no chão
sobre uma grama alta e fofa fazendo-me acreditar que eu ainda estava em meu
colchão. Como de costume, achei que fosse mais um daqueles sonhos em que você
parece estar dormindo e sonhando, e ao acordar, percebe que na verdade ainda sonha.
Logo, então, tentei voltar a dormir. Porém, fora em vão.
Levantei e logo me deparei com duas paredes, uma de cada
lado, que seguia num corredor com pouca luz. Eram paredes de cercas vivas que
traziam um aroma doce oriundo de flores que se seguiam por toda a extensão do
corredor.
Comecei a andar e percebi que mais adiante a luminosidade
diminuía e seria um tanto difícil reparar em detalhes que poderiam ser crucias.
Lembrei-me da lanterna em meu celular que eu sempre deixava na cabeceira da
minha cama. Voltei para onde eu estava e nada encontrei. “Isso só pode ser um sonho”, pensei.