A
tal página em branco.
Dizem
que uma página em branco é como um monstro com uma boca grande cheia de dentes
afiados. Muitas vezes o simples processo de começar a escrever qualquer coisa –
palavras que te despertam interesse, frases bonitas ou não, pequenas e grandes
ideias – inicia uma sequência de ataque ao monstro bocudo.
Escreva.
Comece
agora.
Comece
com um diálogo que você ouviu pela manhã, ou com um simples “Era uma Vez” – não
se importe com clichês, se eles existem é por que alguma coisa funcionou no
passado. Ah, escreva mais um pouco.
Absorva
sensações e sentidos que o cercam na hora da escrita. Encare isso como se fosse
uma concentração de energia para mais tarde liberá-la num golpe final contra o
monstro, que a essa altura já está acuado.
Vá
escrevendo. Não pare. Descanse em intervalos que te satisfaça. Volte a
escrever. Sua mente deve se focar no monstro que aos poucos vai se diminuindo –
mas lembre-se: ele ainda não está derrotado. Cuidado. Ache um lugar que te
deixe a vontade. Ache também uma música se preferir. Esteja à vontade para
batalhar.
Escreva.
Vai
escrevendo. Coloque pra fora toda a sua vontade de derrotar o monstro que cada
vez mais está sendo derrotado. Mas não se deixe enganar, ele não está sozinho
nessa. Após ele vem mais e mais como ele. Uns até mais poderoso que o primeiro,
o segundo, o terceiro, o centésimo. Até lá, você estará preparado, estará com
“SKILL” e saberá como derrotá-los.
Perceba
a vitória se aproximando e aplique o golpe final no ponto mais fraco do
monstro. Ali no canto inferior direito da página.
Escreva
e derrote este monstro. E esteja preparado para o próximo.
Tiago L. J. Lourenço.
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